Ignácia Pacheco e o Museu da Energia de Itu

Milhares de museus no Brasil e no mundo participam, nessa semana, da quarta edição do Museum Week, iniciativa que convida instituições culturais e museus a fazerem postagens temáticas no Twitter com a hashtag #MuseumWeek.

Durante a semana, os participantes vão tuitar sobre temas determinados, como histórias, música, livros, esportes e comida. Confira!

#storiesMW no Museu da Energia de Itu

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Imagine uma jovem brasileira, de família rica, no interior de São Paulo no século XIX: viúva aos 22 anos, retornou à casa da família após um breve casamento em que perdeu sua fortuna e foi desamparada pelos familiares do esposo.

Após este revés, Ignácia Joaquina Correa Pacheco, primeira residente do sobrado que abriga o Museu da Energia, rompeu com o senso comum da época, que demandava da mulher um papel subserviente, e tornou-se sócia dos irmãos. Após a procura por "homens capazes" na cidade, casou-se com o primo "por amizade e fé".

Ignácia Pacheco era proprietária de inúmeros imóveis e acionista da Cia Ytuana de Vias Férreas. Em sua velhice, após o falecimento do marido, chegou a entrar na justiça contra um homem, Joaquim Dias Galvão, a quem havia vendido suas ações da Cia Ytuana e não recebido o valor devido. O resultado da ação só sairia após o seu falecimento.

No livro de óbitos de Itu, Pacheco tem como registrada a profissão de "proprietária", devido a sua postura capitalista na cidade.

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