Pesquisa em museus e patrimônio: SISEM e SISEP abrem 150 bolsas em todo o estado de São Paulo
Iniciativa qualificará pesquisadores para atuar no diagnóstico de museus e bens tombados em todo o estado. Inscrições vão até 15 de outubro
O Sistema Estadual de Museus (SISEM) e o Sistema Estadual de Patrimônio Cultural (SISEP), da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo (SCEIC), estão com inscrições abertas, até 15 de outubro, para o projeto Pesquisa e Diagnóstico do Patrimônio Cultural Paulista. O processo seletivo vai escolher entre 45 e 150 bolsistas para atuar na capital e no interior do estado.
A iniciativa integra a política pública estadual para museus e patrimônio cultural e é executada pela Fundação Energia e Saneamento (FES), por meio do Programa FES-ICT de Bolsas de Pesquisa Aplicada e Treinamento Técnico, no âmbito do Contrato de Gestão firmado com a SCEIC para a gestão do SISEM e do SISEP.
As bolsas têm vigência inicial de seis meses, renovável por até mais 18 meses, e valores mensais de R$ 1.800 a R$ 4.520. Os bolsistas recebem ainda ajuda de custo de até R$ 1.700 para deslocamento e alimentação nas atividades de campo, conforme as necessidades do projeto, além de seguro de acidentes pessoais.
Três frentes de pesquisa
Os bolsistas vão atuar em três projetos complementares. A frente de Pesquisa Histórica e Documental identifica e organiza fontes, dados e documentos sobre museus e bens tombados ou registrados pelo Condephaat.
O Diagnóstico de Museus prevê visitas técnicas, entrevistas e registro fotográfico para mapear acervos, gestão, públicos, infraestrutura e acessibilidade das instituições paulistas.
Já o Diagnóstico de Bens Tombados e Registrados cobre edificações tombadas, patrimônio natural e patrimônio imaterial. O trabalho inclui avaliação do estado de conservação, riscos, uso, entorno e vulnerabilidades climáticas.
Quem pode se candidatar
Há dois níveis de bolsa. O primeiro nível compreende os perfis A, B e C, com 10 a 30 vagas cada, e oferece uma bolsa de R$ 1.800 por 30 horas semanais, sendo voltado a profissionais em início de trajetória. No perfil B, de museus, podem se inscrever também técnicos em Museologia e estudantes em fase de conclusão da graduação.
No segundo nível estão os perfis D, E e F, com 5 a 20 vagas cada, que se destinam a pesquisadores que já atuam na área e buscam aprofundamento em vivências de campo e ampliação do conhecimento da realidade estadual. Essas bolsas tem o valor de R$ 4.520 por 30 horas semanais. Nesses perfis, a FES pode também selecionar bolsistas com dedicação de 20 horas, com bolsa de R$ 3.000 e ajuda de custo de até R$ 1.300. Mestrado e doutorado contam como diferencial.
Os parâmetros de valor e carga horária se baseiam nas bolsas oferecidas pelas principais agências públicas de fomento à pesquisa, e o Programa da FES tem como diferencial a conexão interdisciplinar e interinstitucional, buscando reunir e integrar pesquisadores de diferentes universidades públicas e privadas do Estado.
O edital é aberto a formados em áreas como Museologia, História, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia, Arquivologia, Geografia, Ciências Sociais, Gestão Cultural, Ciência da Informação, Biologia e Ciências Ambientais. As regiões prioritárias no primeiro ano de campo são as regiões administrativas de Campinas, Marília, Bauru e Presidente Prudente, além da RMSP e das demais regiões administrativas do estado.
Formação, certificado e congressos
Todos os selecionados passarão por um programa formativo obrigatório, com treinamento inicial, oficinas metodológicas, supervisão contínua e aulas com especialistas em preservação do patrimônio. Ao final, quem cumprir as atividades e entregar os produtos de pesquisa previstos receberá certificação.
Os melhores trabalhos poderão ser publicados e até dois trabalhos ligados ao SISEM e dois ligados ao SISEP poderão receber apoio para apresentação em congressos nacionais ou internacionais.
Como funciona a seleção
A inscrição é feita por formulário eletrônico no site da FES, com currículo Lattes e carta de motivação de até duas páginas. A seleção tem análise curricular, exercício técnico e entrevista. O resultado final sai em 3 de novembro, e as atividades começam em 10 de novembro.
Em caso de empate, um dos critérios são as políticas de equidade da FES, que priorizam pessoas indígenas, pretas, com deficiência, LGBTQIAPN+, com 50 anos ou mais e mulheres.
A FES como OS de Cultura e ICT
Qualificada como Organização Social de Cultura desde 2016, a Fundação Energia e Saneamento firmou seu primeiro Contrato de Gestão com a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo no final de janeiro de 2026, para gerenciamento dos programas do Sistema Estadual de Museus de SP (SISEM) e do Sistema Estadual de Patrimônio Cultural de SP (SISEP).
Também neste ano, teve seu reconhecimento como Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT) aprovado pela Curadoria de Fundações do Ministério Público de São Paulo.
O Programa FES-ICT de Bolsas de Pesquisa Aplicada e Treinamento Técnico é mais um importante passo numa trajetória voltada a somar preservação e valorização do patrimônio cultural, com educação, ciência, tecnologia e inovação, para avançar rumo ao desenvolvimento socioambiental e econômico sustentável no território paulista e brasileiro.
SERVIÇO
Programa FES-ICT de Bolsas de Pesquisa Aplicada e Treinamento Técnico – Processo Seletivo nº 13/2026
inscrições: de 05 a 15 de outubro de 2026
Vagas: de 45 a 150, em seis perfis
Bolsas: R$ 1.800 (perfis A, B e C) e R$ 4.520 (perfis D, E e F), mais ajuda de custo de até R$ 1.700
Resultado final: 3 de novembro de 2026
Início das atividades: 10 de novembro de 2026



