Simpósio em outubro discutirá papel da História da Ciência na divulgação científica

Fonte: Site IEA

Em um momento em que a academia pensa em novos mecanismos para promover a divulgação científica de qualidade, o I Simpósio História da Ciência e Divulgação Científica discutirá se o uso da História da Ciência pode contribuir para aumentar o interesse público pela própria ciência.

Organizado pelo Grupo de Pesquisa Khronos: História da Ciência, Epistemologia e Medicina do IEA e pelo Centro Interunidade de História da Ciência, o evento será nos dias 14 e 15 de outubro, no Auditório Amarelo do Centro Administrativo do Instituto Butantan (Av. Vital Brazil, 1500). O Instituto Butantan e a Fundação Energia e Saneamento são apoiadores do evento.

Para participar, é necessário realizar inscrição prévia (limitado a 100 vagas presenciais, por ordem de inscrição). Será emitido certificado de participação presencial para quem comparecer a 75% da programação.

“A maior parte da divulgação científica pública é feita por museus de ciência e pela mídia (jornal, rádio, TV e redes sociais), que não costumam contar com o apoio de profissionais de História da Ciência e da Técnica”, afirma Gildo Magalhães dos Santos Filho, coordenador do grupo organizador.

O simpósio desafia a forma tradicional de divulgar ciência por meio de uma reflexão crítica: até que ponto a História da Ciência utilizada na comunicação pública busca apenas uma narrativa simples e consolidada? Em contraste, o simpósio defende uma abordagem que valorize a complexidade, os contextos sociais e econômicos, bem como a natureza coletiva e provisória da produção científica. “Essa abordagem permitiria ver que o cientista e a ciência não são infalíveis, representando um modo humano de conhecimento da realidade, sempre aberto para o aperfeiçoamento, ao invés de fornecer verdades finais”, explica Gildo.

Essas questões serão tratadas por representantes de museus científicos (Catavento Cultural, Museu Paulista, Museu Esalq-USP, Instituto Butantan, entre outros), por profissionais da mídia especializada e por David Cole, presidente do Instituto de História da Ciência, dos Estados Unidos.

Veja a programação:

14/10
8hRecepção e credenciamento
9hAbertura:Esper Kallás (Instituto Butantan); Lucio Gama (Fundação Butantan); Roseli de Deus Lopes (IEA/USP); Suzana Fernandes (Centro de Desenvolvimento Cultural do Instituto Butantan); Claudinéli Ramos (Fundação Energia e Saneamento) e Gildo Magalhães dos Santos Filho (IEA/USP)
10hThe Spirit of Asilomar: Shaping the Future of Biotechnology, 1975-2025 – David Cole (Science History Institute – EUA)
11hA História da Ciência Anda Junto com a Divulgação Científica? – Gildo Magalhães dos Santos Filho (IEA-USP)
12h30Intervalo
14hMesa 1 – A História da Ciência Apresentada em Museus – Paula Ferreira (Museu Catavento); Jorge Cintra (Museu Paulista); Edno Dario (Museu Esalq-USP); Suzana Fernandes (CDC-Instituto Butantan) e Claudinéli Ramos (Fundação Energia e Saneamento)
Moderador: José Roberto Cunha da Silva (ICB-USP
17hEncerramento
15/10 
9h30Historical Chemical Artifacts that Defy Easy – Interpretation, and Audience Engagement – David Cole (Science History Institute – EUA)
11hOs Meios de Comunicação Consideram a História da Ciência? – Alexandra Ozório de Almeida (FAPESP)
12h30Intervalo
14hMesa 2 – A História da Ciência e a Mídia – Companheiros ou Desconhecidos? – Carlos Fioravanti (FAPESP); Eduardo Sato (Instituto Principia); Ildeu de Castro Moreira (UFRJ) e Maria Clara Costa (Revista Superinteressante)
Moderador: Lilian Al-Chuery Martins (FFCLRP e IEA-USP)
17hEncerramento